quinta-feira, 27 de março de 2014

Chora lá, vá - parte II


[Continuação]

Nada é definitivo, apesar do cansaço, muitas vezes, o fazer parecer e nos dar uma perspectiva de drama profundo. Em se tratando de bebés, menos razão ainda há para delinear certezas absolutas.
Habituada a uma bebé de noites tranquilas e seguidas praticamente desde os quatro meses, bem como de sestas, na maioria das vezes, pacíficas, tremi nos últimos dias. Nem sei quantos foram, pareceram-me muitos, mas talvez seja só o cansaço a abusar de mim. A Mel continuava uma bebé exemplar à noite e boa parte da manhã, mas depois entendia que não dormia mais até estar escuro! 

Resistia, resistia, como se uma dor aguda a acompanhasse. E depois de muita persistência, colos aflitos e técnicas mais ou menos mirabolantes, adormecia.. por 15 minutos! Xaraaam!
Fiz-me então aos livros - o que diz o pediatra Mário Cordeiro sobre isto?-  e à Internet. Percebi que é normal, claro, e que, na prática, até estava a seguir o caminho como é suposto. Paciência e tranquilidade, é só o que é necessário.

Hoje, decidi seguir a estratégia de a meter na cama dela (os sonos da Mel passaram todos a ser feitos na cama desde que a mudei para o quarto dela), como sempre, com os seus bonequinhos e tudo a que tem direito e gosta, mas com o estore mais para baixo, para dar aquele "ambientezinho" recolhido :)
Barriguinha cheia, mãozinhas e boca lavadinhas, fralda limpa, beijinhos aqui e acolá, caminha... viro costas e vou almoçar.

Não sei se foi isso, ou se simplesmente, o acaso, mas a Mel, depois dos guinchinhos habituais, adormeceu. Há mais de uma hora que dorme serena e tranquila. E estou contente, por ela, e por mim.
Vou confirmar e fico deliciada a vê-la de bracinhos abertos, com três bonequintos em cima dela, ainda "quentes" da batalha que travou segundos antes de se dar por vencida.

Apetece-me chocolate quente e sofá. E dar-lhe uma papa especial ao lanche em jeito "obrigada filha". Mas diz que não se deve elogiar o que é suposto ser normal, para não dar uma ideia errada às crianças. 
Oh, não quero saber. Dou-lhe cá uma beijoca e depois arranjo uma musiquinha das minhas e, lá pelo meio, soletro o refrão: "O-BRI-GA-DA-FI-LHAAAA- lé-lé-lééé".




2 comentários:

  1. É assim mesmo, vai-te habituando. E agora ainda não é nada, quando ela começar a querer descobrir mais e a querer expressar a sua vontade...ainda vai ser pior. Paciência, persistência, enfim,...e tudo o mais que as mães vão inventando...são os instrumentos certos! E claro a atenção certa para perceber entre choro de birra e lágrimas de alguma dor...

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  2. Venham de lá as birras... Mas só dia sim, dia não, dia não.. vá ;)

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